DESDE 2018 LEVAMOS PESSOAS PARA EXPERIÊNCIAS TRANSFORMADORAS!

A Shangi Experiências promove processos de reforma individual a partir da formação de pensamento crítico. Nossa base é a psicanálise e teoria crítica, atravessadas por diversos outros campos do saber — sem jamais nos limitarmos a nenhum deles.
Fazemos isso por meio de caminhadas, trilhas, vivências e imersões que nos colocam em movimento — no corpo, na mente e no coração. Cada experiência nasce do encontro único entre pessoas, tempos e territórios. Por isso, não reproduzimos fórmulas: cada grupo é uma criação inédita.
Estamos em constante transformação, e isso se reflete em tudo o que fazemos. A jornada começa no corpo, mas não termina nele. Entendemos o caminhar como um atravessamento, em que acessamos pensamentos, conectamos memórias e abrimos o coração, para que o caminho também nos atravesse.

NOSSA PROPOSTA DE EXPERIÊNCIA:

Nossas experiências não são turismo de lazer, nem expedições de montanha. São mergulhos complexos e profundos — internos e externos.

Apesar de tudo começar no simples gesto de se manter em pé e mover uma perna após a outra, caminhar mobiliza também o pensamento, o sentir e a memória. Nosso corpo carrega histórias, e ao caminhar, essas histórias se reescrevem.
Nosso tripé — CORPO, MENTE e CORAÇÃO — guia experiências que atravessam o visível e o invisível. Convidamos você a mergulhar nesses três campos sem se limitar aos papéis, padrões e identidades que foram impostos ao longo da vida.
Nossa proposta de experiência é que você possa transitar e mergulhar em todos esses campos, sem se limitar às normas, padrões e definições já estabelecidas por você mesme ou pelo meio do qual pertence.
Por que fazemos isso?
Porque acreditamos na potência de se (re)encontrar. De acolher tudo o que surgir no caminho, com coragem e presença. Estimulamos as diferenças dentro dos grupos — e reconhecemos que, apesar de estarmos juntos, a jornada é única para cada pessoa.
Nada acontece se você não se lançar.
É você quem reconhece o próprio ritmo. É você quem sente o corpo, os limites e os aprendizados que nascem a partir deles. A caminhada é também um exercício de escuta de si e conquista de autonomia.

O QUE ESPERAMOS QUE VOCÊ EXPERIMENTE:

ABERTURA

Um dos pré-requisitos para vivenciar plenamente nossas experiências é a disponibilidade para se encontrar consigo mesme e para entrar em contato com o que pode surgir no caminho.
Não é necessário ter feito anos de terapia ou vivências espirituais para participar — mas é importante saber que o que propomos não substitui um processo terapêutico estruturado.
Nossas experiências são profundas, simbólicas e provocadoras, e podem tocar pontos sensíveis. Por isso, é essencial estar minimamente disposte a se escutar, respeitando seus próprios limites e o seu tempo interno.

ESPELHAMENTO

Na psicanálise, o outro — seja a cultura, a família ou a sociedade — funciona como espelho na formação do nosso EU. O mundo nos forma, e ao mesmo tempo, nos revela.
“Quando olho, sou visto; logo existo. Posso agora me permitir olhar e ver.” (Winnicott, 1975, texto: O papel de espelho da mãe e da família no desenvolvimento infantil)
O caminho percorrido, as culturas diferentes que imergimos e as pessoas que encontramos são então como um grande espelho que nos permite reconhecer a nós mesmes.

PENSAMENTO CRÍTICO

Desenvolver pensamento crítico é aprender a diferenciar o EU do NÃO-EU. É perceber como normas, padrões e valores — muitas vezes racistas, machistas, colonizadores e opressores — se alojam em nós. E a partir disso, iniciar um processo de desestruturação interna e externa.
Na Shangi, essa dimensão é atravessada pela influência da teoria crítica, que nos ensina que não somos sujeitos isolados: existimos em relação. O mundo nos forma — e só é possível transformá-lo se reconhecermos criticamente as estruturas sociais das quais fazemos parte.
Refletimos sobre essas estruturas e abrimos espaço para a criação de novos modos de existir, de sentir e de agir no mundo.
Não há reforma individual sem transformação coletiva. E vice-versa.

COLETIVO

O coletivo, para nós, não é uma massa homogênea. É um espaço de encontros entre singularidades. A Shangi acredita que é na presença do outro — na diferença e no conflito — que nos reconhecemos, nos transformamos e aprendemos.
Caminhamos juntes, mas cada jornada é única.
Ser parte de um coletivo é sustentar a própria diferença sem abrir mão do pertencimento — e reconhecer que ninguém se forma sozinhe.

ACOLHIMENTO

Acolher não é suavizar, romantizar ou corrigir.
É sustentar o que existe — mesmo (e principalmente) o que nos assusta, o que é considerado “feio”, “errado” ou inaceitável socialmente.
Vivemos sob a tirania da positividade e da performance do bem-estar — uma cultura que nos exige estar sempre bem, leves, produtivxs e felizes. Mas a experiência humana é muito mais ampla e contraditória do que isso.
Na Shangi, entendemos o acolhimento como um gesto radical: acolher também as sombras.
Aquilo que a sociedade tenta apagar — a raiva, o medo, a tristeza, a fragilidade, a confusão, a ambivalência — tem um lugar nas nossas vivências.
Acolher é olhar para dentro com honestidade e sustentar o contato com o que Freud chamou de infamiliar — o estranho que nos habita e que preferimos esconder, mas que insiste em aparecer nos sonhos, nos lapsos, nos silêncios.
Não existe reforma sem encontro com essas zonas obscuras.
Acolher é enxergar-se por inteiro — inclusive aquilo que não gostaríamos de ser, mas somos.
É deixar que tudo isso tenha lugar, para que não precise se esconder atrás de máscaras.
E talvez só assim possamos começar a nos libertar.

REFORMA E DESAPEGO

Para que exista uma transformação real e profunda, é preciso antes passar por um processo de desconstrução.
Reformar não é apenas ajustar algo que está fora do lugar — é desmontar, questionar, escutar com coragem o que já não nos serve mais, mesmo que isso tenha nos sustentado por muito tempo.
Mas não há reforma possível sem desapego.
Desapegar, aqui, não significa abandonar afetos ou histórias, mas soltar as identidades fixas que criamos sobre nós mesmes e sobre o mundo — identidades que foram aprendidas – nas instituições: cultura, na família, na escola… -, e que muitas vezes se colam ao nosso corpo como verdades absolutas. Abrir mão dessas certezas é um gesto doloroso, mas necessário, para que novas possibilidades possam emergir.
Essa reforma é ética e psíquica: ela parte de um reconhecimento crítico das estruturas normativas — coloniais, patriarcais, capacitistas, cisheteronormativas — que moldaram o nosso modo de ser e de perceber o outro.
Mas ela só acontece de verdade se estivermos dispostes a largar os ideais, padrões e crenças que introjetamos e que sustentam essas mesmas estruturas dentro de nós.
Desapegar é, assim, um gesto de confiança: a confiança de que podemos nos surpreender com quem ainda podemos ser.
É deixar espaço para o novo, para o não sabido, para aquilo que ainda não tem nome.
E é nesse lugar de abertura que a verdadeira reforma acontece — não como um projeto fechado, mas como um processo contínuo de criação de si.

AUTONOMIA E CRIATIVIDADE

Autonomia e criatividade são inseparáveis.
Autonomia não é viver sozinho nem fazer tudo por conta própria — é sustentar o próprio movimento, com consciência e responsabilidade sobre o desejo que nos habita.
Criatividade, por sua vez, é a resposta viva e singular ao mundo — é aquilo que nos permite não apenas reagir, mas criar caminhos próprios, ainda que em meio às exigências externas.
Na perspectiva de Winnicott, saúde não é a ausência de sofrimento.
É sentir que se está vivendo uma vida que vale a pena ser vivida — uma vida própria, com liberdade de ser quem se é, e não apenas quem se espera que sejamos.
Para ele, a criatividade é o sinal de uma existência real, enquanto sua ausência nos coloca no terreno do falso-self, da adaptação vazia, da vida como atuação.
Na Shangi, entendemos que uma pessoa só pode ser verdadeiramente autônoma se for criativa — se puder se reinventar, escolher, improvisar, sonhar. E vice e versa.
E só se pode ser criative se houver espaço interno e relacional para exercer a própria autonomia, sem medo de punição, rejeição ou invalidação.
Ter autonomia e criatividade é caminhar com liberdade no mundo — não para escapar dele, mas para transformá-lo a partir de dentro. É sustentar escolhas próprias, confiar em processos internos e criar, a cada passo, uma vida que faça sentido.

SUBVERSÃO

Subversão, para nós, é o gesto de não aceitar como natural o que nos foi imposto como normal.
É o movimento de desobedecer suavemente — ou radicalmente — às expectativas que moldam nossos corpos, desejos, afetos e modos de existir.
Na Shangi, entendemos subversão como uma forma de saúde: ousar ser quem se é em um mundo que constantemente tenta nos formatar. É questionar os discursos prontos, as identidades fixas, os padrões de sucesso, produtividade e felicidade que nos adoecem.
É criar brechas onde parecia haver apenas repetição.
Subverter é um ato criativo e profundamente ético.
Não significa simplesmente “romper com tudo”, mas sim escolher com consciência o que manter, o que transformar e o que deixar ir.
É sustentar a coragem de viver uma vida que seja sua, mesmo que isso signifique caminhar fora da curva — ou abrir uma nova trilha, onde antes havia apenas mato.
Na psicanálise, sabemos que esse movimento não acontece sem conflito. Mas é justamente no conflito que mora a potência de se reinventar.

AFINAL, QUEM SOMOS?

A Shangi é um coletivo em movimento.
Um projeto que acredita que transformar o mundo passa, antes de tudo, por transformar a forma como escutamos, percebemos e relacionamos com o que nos cerca.
Não oferecemos respostas prontas — oferecemos caminhos.
Cada trilha, cada silêncio, cada conversa e cada cansaço pode ser uma porta para algo novo.
A Shangi existe para te acompanhar nesse processo. Antes, durante e depois da travessia. Porque ninguém caminha completamente sozinhe — e mesmo nos momentos mais solitários, algo dentro de nós caminha junto.

QUEM CAMINHA COM VOCÊ:

Vanessa Caramelo Rosolino

Psicóloga, psicanalista, peregrina, montanhista, feminista e antifascista.

Psicóloga clínica desde 2008, e sempre teve interesse em construir sua prática a partir do corpo em movimento e da escuta sensível às margens. Gosta de pensar a clínica e a vida como espaços abertos à reinvenção, onde o mal-estar pode ser ponto de partida para novas formas de existir.

Seu processo de transformação pessoal ganhou força em 2012, mas tudo mudou depois da primeira peregrinação, em 2017: Os Passos de Anchieta. Essa foi a experiência que confirmou aquilo que já intuía: caminhar transforma. Desde então, vem trilhando caminhos dentro e fora da clínica.

Em 2018, fundou a SHANGI EXPERIÊNCIAS, um projeto que une escuta, travessia e subjetividade — apostando na caminhada como prática de elaboração e reconexão com a experiência. Desde então, percorreu mais de 1.500 km em rotas como o Caminho de Santiago, Caminho da Prece, Caminho da Fé, Caminho da Agonia, Rota das Capelas, entre outras, além de realizar travessias em montanhas como Serra Fina, Serra do Papagaio, Marins-Itaguaré e Reserva da Juatinga.

Também é idealizadora do Clube do Fracasso, um espaço de encontros e estudos que busca questionar os padrões normativos de sucesso e criar um território possível e potente para quem se sente fora da curva.

Atualmente, pesquisa a formação de subjetividades críticas e autônomas a partir das experiências culturais e contraculturais, unindo teoria crítica e psicanálise.

Gabriela Ap. Caramelo Rosolino

“Jovem” das mídias, feminista, artesã, ceramista, aerealista, trilheira, louca das plantas e dos bichos (uffa)

Designer de formação, responsável pela administração e manutenção do site, criação de mídias (fotos e vídeos) das plataformas de divulgação.

Certificada em Prevenção à incêndios florestais (Senar), e chegou como parceira da Shangi quando ainda era tudo mato (rsrs), lá em 2018.

O processo de autoconhecimento se iniciou em 2012, estudando, e posterior, atendendo com processos e práticas de terapias complementares (cromoterapia, terapia xamânica, fitoterapia e etc…), além de inúmeras trilhas e travessias, dentre elas, Serra do Papagaio e Serra Fina, Caminho da Agonia, Rota das Capelas (Cristina/MG), e etc…

Hoje, com 34 anos, vinda da capital para o interior de SP, se dedica aos aprendizados e informações que possam reduzir os danos causados por humanos à biodiversidade. Parte da equipe também no apoio emocional, físico e psicológico às experiências

Atualmente divide o tempo entre arte, cerâmica e Shangi ♥

Rolar para o topo